quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Marços

Hoje só
Porto seguro vão
Desvaneceu, submergiu e te deixou à nau
Na imensidão do mar
Escuro
Não há farol
Não há sinal
A maré vem
Onda vil
Carrega
Te naufraga
Te sufoca
Anuvia-te
Suas ideias são turvas
Como as águas que te rodeiam
Mas pára
Você é peixe

quinta-feira, 29 de março de 2012

Da sobriedade


da poesia que acalenta
da frase que acalma
sem resposta
sem sentido
sem nexo
só demasiado excesso

da palavra solta
do devaneio que encontra
vai deixando-a aparecer
simplesmente partir
sem respotas
por que o porquê nunca lhe foi necessário
é apenas a libertação e ela não requer tradução

do raio x da alma
do transbordar à ponta dos dedos
motivos aparentes não vêm
apenas maior é a capacidade para o novo

domingo, 25 de setembro de 2011

Tênue Linha

que finde o querer ser alguém
não queira ser o eu mesmo
que surja o desconhecido
do ignóbil que não ouve resposta
do truculento que não ousa retorno
o que há de ser cravado é do jamais dissipe
que o primeiro traço não permita o cessar
que a segunda verdade o torne irrestituível
a terceira linha que seja o que quiser
a próxima é o fim da linha